Procurar por:
Irene e Melisa: “las hermanas” da FRT

Esta sexta-feira (9) não é um dia qualquer para os cidadãos argentinos. Além de marcar o Dia da Independência do país vizinho, vivemos a véspera de mais uma edição do maior clássico do futebol sul-americano. Sim! Neste sábado (10), Brasil e Argentina disputam no Maracanã a decisão da Copa América. O jogo começa às 21h.

Além da proximidade com o país vizinho, a matriz da FRT, localizada em Foz do Iguaçu (PR), conta com dois representantes da nação do Papa Francisco que trazem o castelhano como língua materna: Irene Keller, da FRT Consolidadora, e Melissa Rojo, do Departamento de Produtos.

Irene nasceu em Eldorado, na província de Misiones, e veio com os pais aos 16 anos viver no Brasil. Apesar do longo tempo morando por aqui, quando o assunto é futebol, o coração dessa torcedora do Boca Juniors ainda bate mais forte pela seleção “albiceleste”. “Aí você tocou na ferida”, brinca. “Apesar de morar tanto tempo aqui, não consigo torcer para o Brasil. Quando o Brasil joga com outra seleção, aí sim sou dou uma força”.

Irene, durante passagem por Mendoza, na fronteira da Argentina com o Chile.

Já Melisa veio mais recentemente para o Brasil. Há apenas um ano e meio deixou Córdoba, onde trabalhava no setor de Seguros, para tentar a vida em Foz do Iguaçu. “Eu sabia que aqui era uma cidade turística e não ficava tão longe da fronteira”. Apesar da saudade da mãe, ela não pretende voltar tão cedo: “Eu vou ser grata para sempre. As pessoas são muito boas comigo. Toda a minha formação foi na Argentina, mas em um curto período de tempo tive oportunidades que talvez não teria no meu país”.

Melisa, em Cerro Pan de Azucar – Sierras Chicas de Córdoba (Argentina).

 

Rachel Martins: aniversário inesquecível com revezamento da tocha olímpica

Em 2016, o Brasil se preparava para receber pela primeira vez uma edição dos Jogos Olímpicos. E há exatamente cinco anos, no dia 30 de junho daquele mesmo ano, a Rachel Martins, da Jazz, vivia um dia inesquecível. Além de comemorar mais um ano de vida, ela teve o privilégio de participar do Revezamento da Tocha Olímpica em Foz do Iguaçu.

Apenas 102 pessoas de Foz que tiveram o privilégio de carregar a chama olímpica pelo trajeto que percorreu as principais vias e pontos da cidade. O trecho selecionado para ela foi próximo da Mesquita Muçulmana, onde logo se tornou uma “celebridade”. “As pessoas vinham tirar fotos comigo o tempo todo, como se eu fosse alguém famosa”, lembra.

O momento tão aguardado durou apenas alguns minutos, mas o suficiente para ficarem gravados para sempre na memória. “Fui um pouco caminhando e um pouco correndo, escoltada pelos seguranças do evento. Passou todo um filme na minha cabeça. Foi uma sensação muito boa”, lembra Rachel, que sempre teve uma ligação forte com o esporte. “Meu pai, o Janjão, foi jogador profissional do Botafogo (RJ), reserva do Jairzinho. Além disso tenho um tio surfista e uma prima tenista”.

Rachel ao lado do pai todo orgulhoso, o Janjão, ex-jogador do Botafogo (RJ).

Para o dia ficar ainda mais marcante, ouviu o pessoal cantando “parabéns” para ela no Exército – local da concentração do revezamento – e enquanto aguardava o seu grande momento. “Tremia de nervosa, quando o pessoal do trio elétrico cantou parabéns na minha frente, com meu nome escrito no painel de LED e tudo”, recorda.

 

O convite para fazer parte do revezamento partiu da Nissan do Brasil, patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. “Eu tive contato com eles quando queriam organizar um evento nas Cataratas do Iguaçu, onde eu trabalhava. Quando recebi um e-mail com o convite até achei que podia ser golpe. A ficha só caiu mesmo quando recebi a carta impressa em casa”, lembra.

Como recordação do grande dia ficou uma réplica da tocha olímpica, o uniforme usado no dia e as memórias. Parabéns duplamente, Rac!

De boia-fria a gestor, conheça a história do Reginaldo Melo

Pouca gente sabe, mas muito antes de ocupar o cargo de gestor do setor de Aéreo da FRT, o Reginaldo Melo já “ralava” bastante nessa vida, desde a infância que viveu na pequena e gelada cidade de Santa Cecília, localizada na serra catarinense.

Cresceu em uma casa humilde, sem acesso à energia elétrica ou água encanada. Por isso, as caminhadas com baldes eram diárias na busca por água nos poços dos vizinhos e os banhos improvisados com latas de alumínio. “Meu pai furava as latinhas como se fosse um chuveiro para que a água pudesse render um pouco mais”, recorda.

Apesar de nunca faltar arroz e feijão em casa, Regi começou a trabalhar logo aos 12 anos para ter seu próprio dinheiro e ajudar nos custos familiares, sem deixar de lado os estudos. Acordava todos os dias às 4h para as 5h começar a descascar centenas cabeças de alho em uma exportadora. Isso seguia até ás 11h30, quando voltava para almoçar e ir para a escola. “Para não sujar o calçado andava uns quatro quarteirões montado em umas latas daquelas tipo de circo”.

Depois de um tempo, a empresa passou também a selecionar batata. O próximo desafio foi de colher maçãs durante um período de férias escolares, em Fraiburgo (SC), que ficava 70 quilômetros distante de onde morava. Por causa da viagem, o despertador passou a tocar ainda mais cedo. “Acordava às 3h30 e chegava lá por volta das 5h30”. E o pior de tudo é que o primeiro salário nem chegou a receber. “Pedi para um amigo e ele gastou todo o dinheiro”.

Na adolescência ainda trabalhou na lavoura de feijão, foi vendedor de pipoca, engraxate de sapatos e vendedor de picolés. “Uma vez tomei um golpe e tive que vender um mês sem receber”. Frustrado, ainda trabalhou em uma serraria antes da sua grande mudança de chave, quando se mudou para Curitiba com 16 anos para morar com a avó e mais dois irmãos. “Eu queria fazer outras coisas e como sempre viajava pra lá imaginava um futuro melhor”.

Do campo para a cidade

Na capital, o primeiro emprego foi na antiga Soletur, que chegou a ser uma das maiores operadoras de turismo da América Latina. “Meu irmão era supervisor e me ajudou a ser contratado como guia de solo no aeroporto”. A função era ajudar no pré-embarque dos passageiros, pegar as malas, conferir os vouchers e dar uma atenção especial principalmente aos passageiros mais velhos.

Com a quebra da Soletur, foi em busca de alternativas de emprego. Chegou a ter a oportunidade de ser porteiro de condomínio, mas a sua vocação estava mesmo relacionada ao turismo, atuando na Seltur, em uma representação da KLM, BRT, GAP e New Line antes de fazer parte do Time FRT em 2015, primeiro na filial de Curitiba e depois na Matriz, em Foz do Iguaçu.

“As pessoas se emocionam porque não viveram a sua vida, porque para você é só mais uma história. Se você não quer se emocionar com a vida dos outros, faça a sua própria história”.

Boa, Regi! Parabéns pela linda história!

Vanessa Patrício, uma das vozes do Vocal Sonata

Foi durante a que adolescência que Vanessa Patrício (que trabalha no setor de Aéreo da FRT – Matriz) percebeu levava jeito para cantar. Na verdade, quem deu o primeiro “empurrão” foi uma professora do colégio em que estudava, em Salvador (BA). “Você sabia que canta muito bem? Já fez aula de canto?”, questionou. A reação dela foi tímida: “Nunca. Eu apenas gosto de cantar”.

Vanessa nem imaginava que o hobby um dia se tornaria profissão. Hoje, ao lado de seus amigos do Vocal Sonata (saiba mais nas redes sociais do grupo: https://www.facebook.com/sonatafoz e www.instagram.com/vocalsonata), ela canta em casamentos e outros tipos de cerimônia, em Foz do Iguaçu e região.

Junto com a pergunta daquela professora veio o convite para fazer parte da banda da escola, depois a participação – com direito a conquista do primeiro lugar – no festival de música do colégio, interpretando “Chuva de Prata” (sucesso de Gal Costa, que foi regravado pela Sandy).

A passagem pela Bahia durou apenas dois anos e no retorno à Foz do Iguaçu parecia que a “carreira” iria parar por aí. Que nada. A volta aos palcos foi em 2004, com estilo, um dueto de “Vivo por Ela” (de Sandy e Andrea Bocelli) e o segundo lugar em um concurso em Ramilândia (PR).

Continuou cantando em missas e grupos de jovens, até que em 2009 surgiu a oportunidade de cantar no culto ecumênico da formatura de sua turma de Turismo, da Unioeste. “Assumi aquela responsabilidade, e depois disso surgiram os primeiros convites para cantar em casamentos. Ali nascia o Vocal Sonata (formado por ela, Bruna, Carol e Anselmo)”, conta.

Mais do que um dinheiro extra, a música lhe rendeu grandes recordações, como no dia em que subiu ao altar. “Estava grávida e cantei uma música difícil (Saudação À Virgem Maria) e a bebê não parava de chutar. Foi muito emocionante”, lembra.

Com a pandemia, muitos casamentos tiveram de ser adiados ou cancelados, porém mesmo assim o grupo tem trabalhado bastante. “Tiveram muitas pequenas celebrações e de renovação de votos, e muitos casais que já moravam juntos resolveram oficializar o matrimônio”.

Além de Foz, o Vocal Sonata já se participou de cerimônias no Paraguai e em outras cidades como Cascavel, Londrina e Maringá. A agenda é concorrida e já conta com casamentos agendados até 2023. Além do quarteto, para deixar a cerimônia ainda mais inesquecível, os noivos podem adicionar outros músicos e instrumentos, sob a assessoria do grupo.

BÔNUS – Playlist de músicas para casar

Para os futuros noivos que ainda não decidiram sobre as músicas que devem ser tocadas no “grande dia”, a Vanessa nos passou algumas dicas para a trilha sonora do grande dia. Confira: